Mais um golpe na imagem do País

 
Nesta quinta-feira (15) recebemos mais um bombardeio com a informação de que a agência de classificação de risco Fitch Ratings rebaixou a nota de crédito soberana do Brasil. Este ano, já é a terceira agência a fazer isso. Há cerca de dois meses, a Moody's também rebaixou o país, mas manteve o selo de bom pagador, com perspectiva estável, o que sugere que não deve fazer alterações na nota do país no curto prazo. Em setembro, a agência Standard & Poor's tirou o grau de investimento do país, cortando sua nota de BBB- para BB+, considerado grau especulativo.
 
Você deve se perguntar: 'Qual o efeito disso na minha vida?'. Infelizmente, por mais distante que pareça, os efeitos são maiores do que imaginamos. O governo alega ter percebido o mal feito apenas em novembro do ano passado, ou seja, convenientemente depois da reeleição da atual presidente.
 
Agora, todos sofrem os efeitos da atuação de um país que prioriza a manutenção do poder e, não, a boa gestão pública. Resultado: já está difícil ter dinheiro disponível para empréstimos tanto para as nossas empresas, quanto para o próprio País. Além disso, o rabaixamento é um motivo adicional para que mais dólares
 
Os analistas da Fitch Ratings apresentaram algumas razões para a decisão do rebaixamento: "carga tributária elevada, rigidez orçamentária, limites a novos cortes nos gastos discricionários e uma recuperação econômica superficial".
 
Resta ao governo adotar uma postura em que não se faça barganha com a coisa pública como se percebeu no corte dos oito ministérios, entrou outras ações. Precisamos, urgentemente, que o Brasil seja governado para os brasileiros e, não, em benefício de um partido político e de seus aliados.

SAIBA MAIS:
>> Jornal "Valor Econômico": Fitch rebaixa rating do Brasil; perspectiva é negativa
>> Jornal "Folha de S. Paulo": Ajuste fiscal importa mais que Dilma, afirma diretora da agência Fitch